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Posts Tagged ‘crises’

Eu vou voltar pra cá, é só que as coisas estão e não estão acontecendo e tudo isso me paralisa. Eu tenho um stop-motion pra fazer, em conjunto com um povo bem legal, e em breve uma coluna em uma revista da internet (a ser divulgada aqui mais tarde). Ao mesmo tempo eu espero ligações para entrevistas de estágios e a minha gatinha que ainda não chegou.

Eu poderia vir aqui e falar de como eu nunca esperei estar aqui onde estou agora, e de como a menina que eu fui 5 anos atrás teria desprezo por mim. Poderia… mas ao mesmo tempo eu acho que a menina que eu fui 5 anos atrás também sentiria uma pontinha de orgulho porque talvez as coisas ainda aconteçam.

Eu já não escrevo daquele jeito lindo e metafórico de antes, provavelmente porque eu já não tenho muito a esconder uma vez que, e essa foi a descoberta mais dolorosa dos últimos tempo, eu não tenho nada a perder. Eu queria escrever como antes, eu poderia dizer qualquer coisa banal da maneira mais bonita possível. Hoje em dia eu tenho que de fato dizer alguma coisa.

Eu quero voltar pra cá, mas eu não sei exatamente o que ainda faz sentido escrever.

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Pode ler na Elle?

Esse é meu blog e isso vai ser dito assim, sem mais rodeios: eu gosto de moda. Eu gosto tanto de moda que recebo emails diários do whowhatwear.com, tenho o livro do sartorialist e falo coisas do tipo “eu li na Elle”, hahaha. Mas aí eu paro e penso “teve um dia na minha vida em que eu li Adorno e achei que ele estava certo”.

Sim, bem vindos a grande crise dos últimos tempos. Vejam, não é uma crise sobre ler a Elle ou a Nylon, é uma crise sobre ter um profundo interesse e, por que não?, um certo amor por coisas que contradizem tudo que eu racionalmente penso. Como querer ir para duas direções completamente opostas e inconciliáveis.

Sim, eu acho que moda pode ser arte, que é  forma de expressão e mensagem e, se não fosse, nós não daríamos tanta atenção a figurinos e que meu interesse por ela provavelmente deriva do interesse por artes plásticas e cinema, composição visual e tal e afinal, o Metropolitan tem um costume institute. Mas cada vez que eu me vejo em frente ao meu armário aberto pensando em como isso é sem graça demais, aquilo menininha demais, aquilo rock demais, se eu deveria mesmo das tanta atenção a isso?

Sabe, eu daria tudo para ser Sofia Copolla “sou tão cool que faço filmes sobre o desconforto na modernidade enquanto desenho bolsas para a Louis Vuiton”. Mas eu não sou, e não sendo eu fico me colocando em perguntas que não sei responder como “Eu posso querer ser uma intelectual e sair na Elle? assim tudo ao mesmo tempo?”

Mas como esse blog nada mais é que uma página na internet com pouquíssima audiência e feedback menor ainda me sinto na liberdade de ser sim contraditória. A partir de hoje, podem dar boas-vindas a alguns posts de moda por aqui.

E a minha outra conclusão de hoje foi: Margot Tennenbaum é minha maior inspiração em contrastes.

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