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Posts Tagged ‘feminismo’

Interrompemos nossa programação normal para o que a autora desse blog considera mais importante do que todo o resto que ela fala aqui: a tal campanha da Onu, “Say No to Violence Against Women” é que, como blog cadastrado (há! que chique) eu recebo material de imprensa e blá, blá, blá e achei que era hora de divulgar.

Já tem um tempo, mas eu ainda acho válido então estou dando as notícias agora, dia 25/11 foi o dia internacional da eliminação da violência contra a mulher, e a Onu enfatizou o papel que homens e garotos tem nesse processo. O secretário geral, Ban Ki-moon acionou sua rede de lideranças masculinas de forma a fazer até mesmo o primeiro ministro da Espanha, o ministro da defesa da Noruega e uma organização Paquistanesa a endossarem a ideia de que homens e meninos devem ser educados para lutar contra a violência contra mulheres. Tem um vídeo bem legal da conferência  #mce_temp_url#

Também tem uma listas de projetos que ganharam patrocínio do fundo da Unifem para trabalhar com a violência contra a mulher, são projetos na Camarões, Lesoto, Namíbia, Nigéria, Gambia, Guinea, Mali, Senegal, Serra Leoa, Uganda, Zambia, Camboja, Tailândia, Albânia, Bósnia, Bolívia, Guatemala e México. É a prova de que há apoio para quem quer que queria se movimentar, inclusive a Omega está oferencendo 50.000 dólares para as primeiras 50.000 ações que se registrarem no fundo.

E a campanha “Di no-únete” foi lançada no dia 24 de novembro, na Guatemala, como braço latino-americano da campanha mundial, agora tem um site em espanhol aqui. O que é muito importante, visto os dados que eles lançaram :45% das mulheres latin0-americanas dizem ter recebido ameaças de seus companheiros e a parcela de mulheres que dizem ter sofrido algum tipo de violência (física, sexual ou psicológica) pode chegar a 60% em países como o Peru e a Colômbia. Sendo que países como a Guatemala tem um problema grave de feminicidio. O principal argumento da Onu é que a violência contra as mulheres é uma violação aos direitos humanos e está intimamente ligada a questões como o perpetuamento da fome e da miséria. As atividades do ramo latino-americano estarão sendo divulgadas nesse canal de vídeos: http://www.ustream.tv/channel/gt-undp. e nessa rádio online: http://www.finalaviolencia.radiofeminista.org/.

E última notícia, o parlamento da Austrália inteiro assinou a petição “Say No to Violence Against Women” disponível aqui

Não sei, só fico feliz de ver as coisas acontecerem as pessoas tomarem consciência. Eu acho que isso é o que mais se pode fazer, tomar consciência de nunca deixar isso acontecer com você ou alguém que você conhece (e isso, casos conhecidos me provaram, não é nada fácil)

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Ainda dizendo não

There’ll be an english version of this post here

Eu vim aqui há alguns dias falar sobre o lançamento da plataforma “Say No to Violence Against Women-Unite”, mas talvez agora seja hora de ser prática.

Eu mesma sou pouco prática nesse sentido, eu me pergunto o que fazer, como fazer, com quem fazer. O primeiro passo é ter consciência de que  a violência nasce do machismo, da noção arraigada e muito, muito difícil de se desfazer de que homens e mulheres não tem o mesmo valor, nem os mesmos direitos. O cara que mexe com você na rua, o seu namorado que não quer “te deixar” sair com suas amigas, tudo isso nasce de um sentimento de posse que não é só dos homens. Quando você diz que tal, ou tal menina é uma vagabunda, você está negando o direito dela a ter a vida sexual que bem entender.

Dizer não a violência pode ser feito de muitas maneiras práticas, mas a primeira de todas elas e reconhecer sua origem e ter consciência. O segundo passo pode ser expressar sua opinião, tentar levar essa consciência para outros, as vezes algumas pessoas só precisam perceber a relação entre o comentário preconceituoso e os números. Talvez… De qualquer jeito, é preciso tomar o primeiro passo

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Karen Blixen

Karen Blixen sabia ver a beleza do mundo. A beleza da lua na noite africana, a poesia da fala dos kikuios e a magia de estar em lugares onde nunca esteve. Eu sempre achei que se precisava conhecer bem um lugar para escrever personagens que caminhem por suas ruas, mas ela me provou, com seus contos sobre a Pérsia e a China que se você inventar com beleza o suficiente, ninguém irá perceber.

Eu estou pela página 200 de “A Fazenda Africana”, e me dói cada vez que penso que ela vai deixar aquele altiplano. Mas também acabei de ver “Out of Africa”, o filme, aquele com a Maryl Streep bem novinha, na televisão. É um bom filme. Um bom filme para um livro extraordinário. E uma história delineada para alguém que nada mais fez do que registrar sensações. Concretizar a beleza do mundo.

Mas então eu ouço da minha mãe “ela teve uma vida dura”. Talvez, mas vejamos, era 1918 quando ela se separa e assume sozinha o controle de sua fazenda de café no Quênia, quando ela conduz problemas infinitos, da morte acidental de crianças a números de venda, quando conhece de mulheres muçulmanas a lobos do mar dinamarqueses. Quando ela se apaixona por um homem por demais livre. É claro que foi dura, porque ela esteve sozinha com sua vida entre as mãos.

Então faz sentido dizer isso? Eu apenas acho que a vida dela foi bela. Tão bela quanto Lulu, sua linda e arredia gazela. Eu acho pequeno achar que foi triste a vida dela. Foi linda, mas triste teria sido se não tivesse sido dura.

No fundo, esse post não é diferente do anterior, apenas mais poética.

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Diga não

Em 2008 a Unifem (Fundo das Nações Unidas para a mulher) coletou mais de 5 milhões de assinaturas com a campanha “Say No to Violence Against Women”, um abaixo-assinado para mostrar aos governantes e legisladores que a violência contra a mulher era um assunto que preocupava a opinião pública e deveria ser tornado uma prioridade.

Em 2009 essa ação foi levada um passo adiante. Hoje foi lançada no Quênia a plataforma “Say No- Unite” onde a organização pretende juntar governos, ongs e indivíduos em uma série de ações para fazer a diferença. Toda ação conta e esse blog é uma delas. A Unifem criou uma plataforma de blogs, como forma de divulgar o programa, assim no boca a boca mesmo, você conta pros seus amigos, que contam pros amigos deles e por ai vai… E aí todas essas pessoas que contaram umas as outras podem resolver fazer uma ação na prática e aí, de novo, vale qualquer coisa. De uma forma de juntar dinheiro a um cineclube para discutir o tema, de uma passeata a um grupo de apoio. O importante é se mover.

E eu sei que talvez você ache o problema não é seu, mas veja bem… e esses dados são da própria Unifem: 70% das  mulheres e meninas serão espancadas, coergidas para o sexo ou molestadas de qualquer outra forma em suas vidas. Quais as chances de você, ou alguém que você conhece estarem esse número? E a violência doméstica significa, para as mulheres entre 15 e 44 anos, uma causa de morte maior que o câncer, e veja… em São Paulo uma mulher é atacada a cada 15 segundos. O problema é seu, especialmente se você gostaria que ele não fosse.

O que você pode fazer? um comentário, um post no seu próprio blog ou mil outras coisas que você descobre aqui : http://saynotoviolence.org  o importante é dizer não.

Eu sei que esse blog costuma ser literário e meio diário, mas eu acho isso mais importante.

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